sexta-feira, junho 22, 2012


Entrevista: Adriana Lapoian

Cats, na semana passada lá em São Paulo eu tive o prazer de bater um papo com uma personalidade muito educada, elegante e super inteligente, Adriana Lapoian, diretora de estilo da Valisere. Marcamos um encontro na loja flagship da Oscar Freire e passamos a manhã conversando sobre as várias experiências que a Adriana já teve no ramo da Moda. Ela, que passou 10 anos no comando do grupo de moda feminina da Riachuelo, recebeu no ano passado o convite para comandar toda a parte de planejamento de varejo da Valisere. Acompanha aqui comigo tudo que ela nos contou. O post vai ficar meio grande, então esse é exclusivo pra aquelas cats que gostam de ler bastante! kkk

  • Como surgiu esse convite da Valisere e qual exatamente é a sua função dentro da marca?

Eu entrei e mergulhei no universo de moda quando eu gerenciei durante muitos anos o grupo de moda feminino da Riachuelo, apesar de ter a formação em Administração e Economia. Conheci o grupo Rossetti – grupo têxtil a frente de marcas como Cia Marítima e Valisere - nessa época e no ano passado eu fui convidada pra estruturar a parte de planejamento de varejo, mix de produtos e a segmentação de cada linha para que a loja esteja completa. Há 3 meses atrás, eu recebi o desafio de coordenar todo o departamento de estilo da Valisere.

  • Como funciona as tendências no mundo da Lingerie?

É muito difícil trazer pra lingerie tudo que você vê na Moda, até porque ela não é tão perecível. Mas já faz algum tempo que a Lingerie deixou de ser uma peça íntima e passou a ser uma peça de Moda. Nós temos um nicho no qual podemos adaptar e explorar mais esse apelo, sem deixar de lado, é claro, a linha mais íntima de lado. Nesse verão, por exemplo, eu acho que vai ser um exemplo claro de como a Lingerie vem com um super colorido, podendo ser usada com uma sobreposição, uma alça aparente ou totalmente amostra. Além disso, acredito muito que a Lingerie tem que acompanhar o fit da Moda, porque, se a tendência agora é usar blusa tomara que caia, por exemplo, a Lingerie tem que se adaptar ao meio.

  • No começo desse ano você fez uma viagem internacional pra pesquisar referências pra a marca, conta um pouco pra a gente como foi essa experiência.

Exato! Em Abril desse ano fiz uma viagem a Londres, Paris e Nova Iorque pra pesquisar como as marcas internacionais estão se posicionando no mercado. A Valisere é muito abrangente com relação a segmentação, e o que eu notei lá fora é que as marcas já tem um estilo bem definido. Se você está falando de uma Calvin Klein, é um básico arrojado; se você fala de Victoria Secrets, é aquela moda super carregada; se você pensa em um romântico sofisticado, não tem como não lembrar da La Perla. Então, dependendo do segmento, a gente adota uma referência.

  • Depois de trabalhar tanto tempo com fast fashion na Riachuelo, quais são as diferenças que você encontrou trabalhando agora na Valisere?

O fast fashion tem um risco muito maior. Então você tem que está muito antenada no que está rolando. Além disso, você tem que está com toda a cadeia industrial muito alinhada, porque o que uma super model usa hoje e aquilo vira um objeto de desejo, é preciso ser muito rápido pra que aquela peça esteja nas araras da loja sem que aquilo esteja esquecido já. É um processo muito rápido, em média é necessário somente 20 dias desde o momento de criação até que a peça esteja nas lojas, enquanto na Valisere demoramos cerca de 90, 120 dias. É tudo mais elaborado e minucioso!

Gostaram da entrevista? Eu passei a manhã toda conversando com ela e os assuntos não acabavam nunca. Amei! Foi uma aula pra mim em diversos quesitos. Espero que vocês tenham aprovado. Ah, e um super thanks a Adriana que conseguiu uma horinha pra mim na sua agenda super corrida. ;)

2 cats já comentaram



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Ana Carolina - Vila Trendy disse...

Amei o post e a entrevista, Cath! Parabéns!

Ana Catarina Léda disse...

Obrigada, Carol =)))